UCITS ou ETF americano?

A mesma exposição, como o S&P 500, pode ser comprada por um ETF americano, negociado na bolsa dos EUA, ou por um UCITS, fundo no padrão europeu (aqui, domiciliado na Irlanda) que reinveste os dividendos. Mudam as taxas, os impostos e quando o IR é pago: a retenção sobre os dividendos, o custo de enviar o dinheiro (IOF e spread, a margem do câmbio), o IR de 15% da Lei 14.754/2023 e o estate tax, imposto sobre herança que os EUA cobram de estrangeiros com ativos americanos. Coloque o seu caso, dinheiro novo ou uma posição que você já tem, e veja quanto cada veículo deixa no resgate e para os herdeiros.

Dinheiro novo ou posição que você já temNo resgate e para os herdeirosEm dólares ou em reais

Simulador elaborado pela Beginity Capital.

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O resultado

Exemplo

Calculando…

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Evolução do patrimônio

Resgate após IR: vendendo tudo e pagando o IR sobre o ganho. Bruto: valor de mercado, sem vender. Herdeiros: o que fica se o patrimônio for transmitido naquele ano, sem vender, depois do estate tax (o ITCMD brasileiro incide nos dois e fica de fora).

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Ano a ano

Valores no fim de cada ano, na moeda escolhida. “Após IR” é o resgate vendendo tudo naquele ano. O estate tax e o imposto em dividendos são os do ETF americano; o estate tax é o que seria cobrado se o patrimônio fosse transmitido naquele ano. Os quadros do resultado somam anos diferentes numa moeda só: em reais, o imposto em dividendos usa o câmbio do último ano; em dólares, o custo de envio usa o câmbio de hoje.

Arraste a tabela para o lado para ver todas as colunas.

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Como o simulador funciona

Remessa, impostos de cada veículo, IR na venda, estate tax e migração, com os limites do modelo.

  • Remessa. O valor em reais paga IOF por fora e o câmbio sai com spread sobre a cotação: US$ = R$ ÷ (1 + IOF) ÷ (câmbio × (1 + spread)). O custo de aquisição fiscal é o valor em dólar convertido pela cotação do dia.
  • ETF americano. O preço cresce pelo retorno menos o dividend yield e a taxa de administração. Os dividendos sofrem retenção (padrão 30%, sem tratado Brasil–EUA). Como 30% supera os 15% brasileiros, não há imposto adicional aqui e o excedente não é recuperado. O líquido é reinvestido e vira custo de aquisição.
  • UCITS acumulação. Não distribui. O fundo sofre apenas a retenção que os EUA cobram do próprio fundo sobre o yield (15% em ações americanas, quase 0% em renda fixa) e reinveste o resto dentro da cota, com juros compostos e IR diferido até a venda.
  • IR na venda. 15% sobre o ganho em reais (valor de venda × câmbio da data − custo em reais), apurado anualmente na declaração, sem isenção de R$ 35 mil. O simulador desconta o imposto no ato da venda.
  • Estate tax. Para não residentes, o imposto usa a tabela progressiva americana, de 18% a 40%, sobre o total dos ativos americanos e desconta um crédito fixo de US$ 13 mil. Na prática, até US$ 60 mil não há imposto, e o que passa disso paga de 26% a 40%. UCITS domiciliados na Irlanda não são ativos americanos. A visão Herdeiros mostra o patrimônio sem venda, descontado o estate tax; o ITCMD brasileiro incide nos dois e fica de fora.
  • Migração. Vender agora antecipa o IR sobre o lucro embutido; manter posterga esse imposto. O simulador compara as duas trajetórias e encontra o ano em que migrar passa a valer mais, no resgate e na sucessão.
  • Limites. Retornos constantes, sem tracking difference, empréstimo de títulos ou prazos de pagamento do IR. Material ilustrativo para apoio à consultoria; não é recomendação e as regras tributárias podem mudar.