Consórcio ou financiamento?

Comparar só o valor da parcela não mostra qual caminho sai mais barato. O simulador soma os principais pagamentos de cada caminho (parcelas, lance, taxa de administração, seguros, juros e o aluguel enquanto o bem não sai) e converte tudo para o valor de hoje. Coloque o seu caso e veja qual sai mais barato e como a resposta muda conforme o mês da contemplação.

Mesmo critério nos dois ladosTodos os meses de contemplação testadosINCC mês a mês desde 2005

Modelo de Cristian Waschburger, sócio da Beginity Capital.

2

O resultado

Exemplo preenchido: troque pelos seus números.

Calculando…

Consórcio
–
custo total em valor presente
Financiamento
–
custo total em valor presente

O número grande é o custo total em valor presente, que decide a comparação. O “Total desembolsado” soma os reais de cada mês sem esse ajuste, por isso é maior. O custo efetivo do consórcio deixa de fora o aluguel e o complemento: pode parecer menor mesmo quando o consórcio sai mais caro.

3

Em que mês de contemplação cada caminho sai mais barato

Cada ponto da linha é o custo total do consórcio, em valor presente, se a contemplação sair naquele mês, com o mesmo lance. Enquanto a linha fica abaixo da tracejada do financiamento, o consórcio sai mais barato. Os pequenos dentes vêm do reajuste anual da carta: logo depois de cada aniversário do grupo, o crédito liberado é maior.

Consórcio, por mês de contemplaçãoFinanciamentoSeu caso

4

Quanto sai do bolso, mês a mês

O que cada caminho cobra em cada mês e quanto já saiu no total. Valores nominais, sem trazer a valor presente.

ConsórcioFinanciamento
5

Ano a ano: quanto cada um paga e quanto falta pagar

Desembolsos nominais por ano. A linha destacada é o ano da contemplação. A partir do ano 1, a última coluna é o desembolso do financiamento no ano menos o do consórcio: positiva quando o consórcio saiu mais barato naquele ano.

Arraste a tabela para o lado para ver todas as colunas.

6

Como o simulador funciona

Como cada custo entra na conta e de onde vem o INCC.

  • Consórcio: a parcela é o percentual a pagar (100% + taxa de administração + fundo de reserva) dividido pelo prazo, aplicado sobre a carta. A carta é reajustada a cada 12 meses pelo índice acumulado, antes e depois da contemplação.
  • Lance: o lance livre sai do seu bolso no mês da contemplação. O lance embutido reduz o crédito recebido. Os dois abatem o saldo devedor. Se o crédito liberado não cobrir o preço do bem naquele mês, a diferença entra como complemento pago à vista.
  • Financiamento: entrada e custos iniciais no mês 0. O saldo é corrigido pela TR; juros e seguros incidem sobre o saldo, e a tarifa mensal é cobrada à parte. No SAC, a amortização é constante; na Price, a parcela é constante, a não ser pela correção da TR.
  • Comparação: todos os desembolsos de cada caminho (inclusive o aluguel ou o custo de espera, no consórcio) são trazidos a valor presente pelo custo de oportunidade. Sai mais barato o de menor valor presente.
  • Custo efetivo: é a TIR do fluxo de cada um, do ponto de vista de quem compra. No consórcio, ela compara parcelas, seguro e lance com o crédito recebido e deixa de fora o aluguel e o complemento. Por isso um caminho pode ter custo efetivo menor e ainda sair mais caro em valor presente; com contemplação tardia, esse número pode não existir (aparece “n/d”).
  • A contemplação não é controlável. Por sorteio, pode sair em qualquer mês do prazo; o lance aumenta a chance, mas concorre com os lances dos outros participantes. O gráfico do capítulo 3 mostra o risco de ser contemplado tarde.

INCC na base de dados